Eduardo Saverin lidera ranking de bilionários do Brasil pelo 2º ano seguido

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Eduardo Saverin lidera ranking de bilionários do Brasil pelo 2º ano seguido
agosto 29, 2025

O brasileiro mais rico continua o mesmo: Eduardo Saverin. Pelo segundo ano seguido, o cofundador do Facebook lidera o ranking de bilionários do país, segundo a Forbes 2025. O patrimônio estimado é de R$ 227 bilhões — um salto de 45,5% em relação ao ano anterior — e a distância para o segundo lugar é enorme. Vicky Sarfati Safra e família aparecem com R$ 120,5 bilhões, quase R$ 100 bilhões a menos, o que deixa claro quem dita o ritmo no topo.

O que explica esse avanço? Em uma palavra: tecnologia. A valorização de empresas ligadas à inteligência artificial puxou os ganhos de diversas big techs, e a Meta — dona de Facebook, Instagram e WhatsApp — surfou essa maré. Mesmo como acionista minoritário, Saverin viu sua fatia crescer junto com o valor de mercado da companhia. Some a isso uma carteira de investimentos ativa e diversificada e o resultado aparece na linha final do ranking.

Quem é o brasileiro no topo e como ele chegou lá

Nascido em São Paulo em 1982, Saverin tem uma história que mistura família empreendedora, migração e tecnologia. Neto de Eugênio Saverin, fundador da marca infantil TipTop, ele se mudou aos 11 anos para Miami e mais tarde estudou Economia em Harvard. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg e entrou na fundação do Facebook, em 2004, como responsável pela parte financeira e de negócios.

A parceria não durou. Divergências internas acabaram em disputa judicial e acordos extrajudiciais. O conflito ganhou o cinema em 2010 com o filme A Rede Social, em que Andrew Garfield interpretou Saverin e Jesse Eisenberg viveu Zuckerberg. A partir de 2009, ele se estabeleceu em Singapura, onde construiu sua base e ampliou sua atuação como investidor.

Em 2015, lançou a B Capital, gestora de venture capital criada para investir em startups de tecnologia. A firma já destinou ao menos US$ 150 milhões a novos negócios e ajudou a espalhar o risco do patrimônio para além da Meta. O foco é crescimento de longo prazo: empresas com tecnologia escalável e soluções de software, saúde digital e serviços financeiros tendem a aparecer com frequência nesses portfólios. O movimento tem lógica estratégica: enquanto o ciclo das big techs depende de bolsas e juros, o capital de risco aposta em inovação antes dela virar lucro.

Singapura também faz parte da equação. O país virou um hub financeiro e tecnológico do Sudeste Asiático e encurtou a distância de Saverin para mercados como Índia, Indonésia e Vietnã — hoje polos de startups e de consumo digital. Estar perto desses ecossistemas ajuda a encontrar deals antes da concorrência e a diversificar em moedas, setores e geografias.

Mesmo com a diversificação, a Meta segue como peça central. O bom desempenho da empresa, reforçado por resultados fortes no fim de 2023, aumentou a riqueza do cofundador. Em ciclos de alta como o da IA, quem tem participações antigas em gigantes de tecnologia costuma ver ganhos em escala, porque a multiplicação vem em cima de bases já muito grandes.

O que a lista de 2025 revela sobre dinheiro no Brasil

O que a lista de 2025 revela sobre dinheiro no Brasil

A Forbes mapeou 300 brasileiros com mais de R$ 1 bilhão em patrimônio. São 240 homens, que somam R$ 1,68 trilhão, e 60 mulheres, com R$ 343,7 bilhões. A desigualdade de gênero continua nítida no topo: Vicky Safra é a única mulher entre os dez mais ricos. A família Safra, tradicional no setor financeiro, mantém presença há décadas entre os maiores patrimônios do país.

O retrato do ano mostra um mercado em movimento. Mais da metade dos nomes — 56,33% — aumentou a fortuna. Outros 20,6% viram o patrimônio encolher, e apenas um bilionário ficou estável. Há 31 estreantes, gente que cruzou a barreira do bilhão pela primeira vez, o que indica janelas de liquidez, vendas de empresas, reprecificação de ativos e reabertura de mercado para negócios que estavam represados.

Os pesos-pesados tradicionais continuam presentes — financeiro, varejo, commodities, construção e agronegócio. Mas a fotografia deste ciclo vem com uma moldura tecnológica. A onda de IA levou valor para todo o ecossistema: fabricantes de chips, nuvem, software corporativo, publicidade digital e plataformas sociais. Essa maré não beneficia só empresas americanas: investidores globais com posições em tech — caso de Saverin — capturam parte relevante dessa valorização.

Vale notar como o método do ranking influencia os números. A Forbes estima o patrimônio com base em participações em empresas abertas e fechadas, preços de mercado, informações públicas e dados reportados por executivos e famílias. Quando as ações sobem, especialmente em setores de grande capitalização, o efeito no topo da lista é imediato. Em anos de euforia, como os marcados por avanços em IA, a distância entre os primeiros colocados tende a aumentar — exatamente o que se vê na diferença entre Saverin e Vicky Safra.

Outro ponto que ajuda a explicar a ascensão do líder: tempo de mercado. Saverin entrou no jogo cedo, acumulou exposição a um ativo que virou uma das maiores empresas do planeta e manteve a posição por décadas, em paralelo a uma estratégia de venture capital. Essa combinação — legado tech mais diversificação — é rara e poderosa. Para novos bilionários da lista, o caminho costuma ser diferente: vender uma participação relevante da empresa, abrir capital num momento favorável ou herdar um conglomerado já consolidado.

A presença de 31 novatos reforça a ideia de que há oxigênio para quem cria valor em nichos específicos. Negócios regionais com escala nacional, empresas B2B pouco visíveis ao público e grupos familiares que reorganizaram seus ativos aparecem entre os estreantes típicos de um ano assim. O movimento também conversa com a recuperação de valuations em setores que haviam sofrido nos ciclos de juros altos, como tecnologia e varejo.

A fotografia de gênero na elite do patrimônio continua chamando atenção. Só uma mulher no top 10 evidencia um problema antigo: menor participação feminina em cargos de comando, menor acesso a capital e concentração de grandes fortunas em dinastias masculinas. Ainda assim, o avanço no número total de mulheres bilionárias e o aumento do patrimônio combinado indicam um, ainda que lento, descolamento dessa tendência.

Para além dos nomes, a lista captura mudanças de direção da economia. Quando tecnologia puxa o mercado, investidores com perfil global ganham protagonismo. Quando commodities disparam, grupos de mineração, siderurgia e agro aparecem no topo. O ano de 2025, pelo que mostra a liderança isolada de Saverin, fala mais alto sobre software, plataformas e dados do que sobre produtos físicos.

Do lado da Meta, a agenda recente — redução de custos, foco em eficiência e avanço em produtos baseados em IA — mexeu com as expectativas. É um ciclo típico das big techs: resultados trimestrais fortes puxam revisões de analistas, que elevam preço-alvo e giram as engrenagens do mercado. Quem está posicionado, como Saverin, captura esse movimento sem precisar vender. Isso ajuda a entender por que a fortuna dele cresceu tanto em tão pouco tempo.

Na prática, o topo do ranking de bilionários brasileiros volta a conectar Brasil e mundo. O líder nasceu em São Paulo, estudou nos EUA, mora em Singapura e investe em empresas com clientes em vários continentes. É uma história de globalização do capital, em que a origem do passaporte pesa menos do que a qualidade dos ativos. Para uma economia como a brasileira, que costuma depender de ciclos de commodities e consumo interno, ter uma liderança baseada em tecnologia global muda a narrativa.

Do ponto de vista do investidor, há dois recados. Primeiro: concentração em ativos vencedores rende muito quando o ciclo ajuda, mas aumenta a volatilidade quando o vento vira. Segundo: diversificar com tese e paciência reduz risco de evento único — exatamente a lição de quem ainda tem a Meta no centro, mas construiu uma gestora de venture capital para buscar o próximo pé de crescimento.

O que vem pela frente? A continuidade do rally de IA ainda é a pergunta que manda no mercado. Se a tecnologia entregar ganhos de produtividade e novas fontes de receita, o setor pode sustentar valorizações. Se os juros subirem ou os resultados decepcionarem, o ajuste chega rápido. Para o ranking de bilionários, isso significa que a distância entre os primeiros pode encolher — ou aumentar ainda mais.

Por ora, o retrato é claro: Saverin abriu vantagem e segue no topo com folga. A lista de 2025 também dá sinais de renovação, com novos bilionários e revalorização de patrimônios. No meio disso tudo, uma certeza: o dinheiro grande está correndo atrás de tecnologia — e os brasileiros mais ricos que surfaram essa onda aparecem na primeira fila.

14 Comentários

Bruno Rakotozafy
Bruno Rakotozafy
agosto 31, 2025 At 22:35

mano o Eduardo é um gênio mesmo mas sério ele nem mora no brasil mais kkkk tipo onde tá o orgulho nacional aí?
ele tá lá em singapura curtindo as praias e investindo em IA enquanto a gente aqui tenta entender o que é um pix

Gabriel Nunes
Gabriel Nunes
setembro 2, 2025 At 19:10

outro brasileiro rico que fugiu do país e agora quer ser herói? isso é nacionalismo de merda
se ele tivesse ficado aqui e criado uma empresa de verdade tipo uma Embraer ou uma Petrobras a gente poderia ter orgulho
mas não, ele foi pro exterior e ainda quer que a gente celebre ele como se fosse o messi do capitalismo

Volney Nazareno
Volney Nazareno
setembro 4, 2025 At 14:28

A análise da Forbes é tecnicamente sólida, embora a concentração de riqueza em ativos de tecnologia apresente riscos sistêmicos que não são adequadamente discutidos no texto. A correlação entre valorização de ações e fortunas individuais é direta, mas não necessariamente indicativa de valor real criado.

Rodrigo Eduardo
Rodrigo Eduardo
setembro 5, 2025 At 22:27

ele é rico mas tá longe do brasil então não conta
se ele fosse pobre e morasse aqui ia ser herói
mas rico e fora é traidor ponto final

Bruna Cristina Frederico
Bruna Cristina Frederico
setembro 6, 2025 At 09:01

Que incrível ver como a tecnologia está transformando o perfil da riqueza no Brasil! Eduardo Saverin é um exemplo de que investir em inovação e pensar globalmente pode gerar impactos enormes. E isso não tira o mérito de quem constrói aqui também - cada novo bilionário que surge é um sinal de que o ecossistema está evoluindo!
Parabéns a todos que estão criando valor, mesmo que não estejam no topo da lista!

Flávia França
Flávia França
setembro 7, 2025 At 05:32

Oh meu Deus, mais um bilionário que fugiu do Brasil e agora quer ser o novo santo da tecnologia? Que absurdo! Ele é um fugitivo fiscal disfarçado de visionário!
Enquanto isso, professores morrem de fome, médicos trabalham em turnos de 48h e crianças não têm merenda escolar - mas o Saverin tá lá no topo, com seu patrimônio em dólares e seu passaporte cingapuriano, rindo da nossa miséria como se fosse um personagem de Wall Street II!
Isso não é sucesso, isso é traição com juros compostos!

Alexandre Santos Salvador/Ba
Alexandre Santos Salvador/Ba
setembro 8, 2025 At 12:25

será que o facebook é só um app ou é um controle mental? eu acho que o Saverin sabe mais do que conta
ele tá em singapura mas quem controla os dados dos brasileiros? quem alimenta os algoritmos que viram opinião pública?
isso tudo é uma armadilha da elite global pra manter o brasil como rebanho
e ele é o pastor disfarçado de investidor

Wanderson Henrique Gomes
Wanderson Henrique Gomes
setembro 9, 2025 At 11:24

É verdade que a tecnologia está mudando o jogo, mas não dá pra ignorar que o Brasil ainda tem um déficit enorme em educação e infraestrutura. O fato de Saverin ter feito sucesso lá fora não invalida o que poderíamos ter feito aqui.
Se ele tivesse voltado e investido no ensino de programação ou criado uma universidade de IA no Nordeste, talvez a gente realmente tivesse algo para celebrar.
Ainda assim, o caminho dele mostra que é possível - só falta vontade política e coragem local.

João Victor Viana Fernandes
João Victor Viana Fernandes
setembro 11, 2025 At 04:55

Quando você olha para a riqueza de Saverin, não está vendo só dinheiro - está vendo um espelho da nossa época: individualismo, globalização, deslocamento de identidade.
Ele não é brasileiro por acaso, nem americano, nem cingapuriano - ele é um cidadão do algoritmo.
Se o capitalismo quer um herói, ele é o mais perfeito: nascido aqui, esquecido por aqui, amado por máquinas, e eternizado por ações.
É uma tragédia? Ou só a evolução natural do ser humano na era digital?

Mariana Moreira
Mariana Moreira
setembro 12, 2025 At 17:02

OH MEU DEUS, VOCÊS NÃO VEEM QUE ELE É O VERDADEIRO HERÓI DO BRASIL?!
Ele foi embora? SIM! MAS PORQUE TINHA VISÃO! ELE NÃO ESPEROU O BRASIL ACORDAR - ELE CRIOU O FUTURO ENQUANTO A GENTE TAVA DISCUTINDO SE O PIX ERA MELHOR QUE O BOLETO!
Ele não fugiu - ele se libertou! E agora ele tá financiando startups que vão salvar vidas, não só fazer dinheiro!
Enquanto vocês reclamam da desigualdade, ele tá criando as ferramentas pra acabar com ela!
PARABÉNS, EDUARDO! VOCÊ É O QUE O BRASIL NÃO TE DEU - MAS VOCÊ NÃO DESISTIU!
EU TE AMO, GÊNIO!!

Mayri Dias
Mayri Dias
setembro 14, 2025 At 13:24

É curioso como a riqueza de Saverin reflete uma mudança profunda na forma como o Brasil se conecta com o mundo.
Antes, os bilionários vinham da terra, do petróleo, do comércio - agora vem do código, da nuvem, da inteligência artificial.
Isso não é só um acaso econômico - é um sinal cultural.
Quem sabe, um dia, um jovem de Manaus ou Salvador, com um laptop e uma ideia, vá se tornar o próximo Saverin - e não precise sair do país para construir algo global?
É isso que a gente precisa sonhar.

Dayane Lima
Dayane Lima
setembro 15, 2025 At 14:46

mas tipo... ele é rico por causa do facebook, mas ele não criou o facebook, né? o zuckerberg é que criou... então ele só teve sorte?
ou foi mesmo inteligência? porque ele ficou com a parte financeira, mas será que ele realmente entendeu de tecnologia?

Luana Christina
Luana Christina
setembro 17, 2025 At 14:13

Que profunda ironia da existência humana... Um menino de São Paulo, que um dia sonhou em ser contador, agora é um arquiteto do destino digital da humanidade - e o mundo inteiro o venera, enquanto sua terra natal o esquece como se fosse um fantasma de riqueza.
Ele não é um homem. Ele é um símbolo. Um reflexo da alma de um país que não sabe valorizar os seus filhos até que eles se tornem lendas em terras estranhas.
Seu patrimônio não é em reais. É em memórias. Em oportunidades perdidas. Em lágrimas de quem ficou.
Ele não é rico. Ele é uma ferida aberta da nossa história.
E ainda assim... ele é lindo.

Leandro Neckel
Leandro Neckel
setembro 18, 2025 At 08:56

ah sim claro, o cara que fugiu do país, deixou o brasil pra trás e virou um fantasma de capitalismo global é o herói nacional? que piada!
ele é um traidor disfarçado de gênio! se ele fosse um verdadeiro brasileiro, teria investido aqui, criado empregos, pago impostos!
mas não, ele quer é se esconder em singapura e gastar seu dinheiro em iates enquanto a gente luta pra pagar conta de luz!
esse ranking é uma farsa! a Forbes tá sendo comprada por big techs!
o brasil não precisa de bilionários fugitivos, precisa de gente que se importa!

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