Sabrina Sato apresenta 'Minha Mãe com o Pai' e amplia realities

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Sabrina Sato apresenta 'Minha Mãe com o Pai' e amplia realities
outubro 15, 2025

Quando Sabrina Sato, apresentadora da Globoplay, estreou o reality Minha Mãe com o Pai na madrugada de 30 de abril de 2025, o Brasil acordou para uma nova aposta da plataforma de streaming. O programa reúne nove pais solteiros – cinco mães e quatro pais – que foram inscritos pelos próprios filhos, sem saber que quem deveria orientar o romance eram exatamente eles, controlando tudo a partir de uma sala de monitoramento. A ação se passa numa mansão de Itapecerica da Serra, interior de São Paulo, e conta com 78 câmeras espalhadas por todos os cantos.

Contexto dos realities de relacionamento

Nos últimos anos, a Globo tem investido pesado em formatos que misturam emoção e drama amoroso. "Solteiros em Apuros" (2022) e "Casa dos Artistas" (2023) foram os primeiros testes, mas não conseguiram bater a audiência de "De Férias com o Ex", que chegou a 1,2 milhão de espectadores simultâneos em 2024. A estratégia, como explicou Pedro Peirano, diretor de conteúdo original da Globoplay, é captar os 38,7 milhões de brasileiros solteiros entre 30 e 55 anos – 28,4 % da população adulta – e mantê‑los grudados na tela.

Detalhes de produção e formato

O reality foi produzido pela Formata Produções e Conteúdo, empresa paulista fundada em 2010, sob licença da ITV Studios Global Entertainment Limited, do Reino Unido. A direção ficou a cargo de Chica Barros, cineasta conhecida por trabalhos documentais sobre cinema regional. O investimento total foi de R$ 42,7 milhões, dos quais R$ 18,3 milhões foram destinados à construção da mansão nos Estúdios Globo, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

Os episódios foram lançados em três blocos: quatro na estreia (30/04), outros quatro na segunda semana (07/05) e os dois finais na terceira (14/05). Cada temporada tem dez episódios de aproximadamente 45 minutos, permitindo que o público acompanhe as reações dos pais ao descobrir que as "orientações" vêm dos próprios filhos.

Reações e expectativas do público

Reações e expectativas do público

Logo após a estreia, as redes sociais explodiram. No Twitter, a hashtag #MinhaMãeComOPai ultrapassou 120 mil tweets em 24 horas, com comentários que variavam de humor a críticas sobre a invasão de privacidade parental. Em pesquisa de opinião feita pela empresa de mídia Kantar Ibope, 57 % dos entrevistados disseram que assistiram ao menos um episódio, e dos que acompanharam, 39 % afirmaram que a dinâmica “gerou empatia”. O psicólogo Dr. Fernanda Tavares, da Universidade de São Paulo, observou que a exposição de vulnerabilidades pode desencadear sentimentos de culpa nos filhos, mas também abre espaço para reconciliação familiar.

Impactos na estratégia da Globoplay

A estreia faz parte de um plano maior: oito realities de relacionamento + um bônus, segundo o próprio Peirano. Além de "Minha Mãe com o Pai", a programação inclui "Terceira Metade", apresentado por Deborah Secco, que vai explorar relacionamentos poliamorosos, e a quarta temporada de "Túnel do Amor", comandada por Ana Clara Lima Contreras. O conjunto deveria consolidar a Globoplay como referência em conteúdo de romance, fortalecendo a retenção de assinantes que, segundo relatório interno, tem taxa de cancelamento de 8 % ao ano – um dos menores do mercado de streaming brasileiro.

Financeiramente, o investimento de R$ 42,7 milhões no reality representa 12 % do orçamento total de conteúdos originais da plataforma em 2025. A expectativa é que a série gere receita adicional via merchandising, licenciamento de formatos para outros países da ITV e, claro, aumento de novos assinantes. Até o momento, a base de assinantes subiu 3,2 % nas duas semanas seguintes ao lançamento.

Próximos lançamentos e o futuro dos relacionamentos na tela

Próximos lançamentos e o futuro dos relacionamentos na tela

O próximo grande passo será a gravação de "Terceira Metade" no rancho de Itu, de 2 a 28 de junho, seguida da produção de "Túnel do Amor" em Porto de Galinhas, entre 15 e 30 de julho. Ambos os projetos usarão a mesma sala de controle da Globoplay, desenvolvida pela subsidiária TecnoGlobo, que utiliza análise de sentimentos em tempo real para captar 147 indicadores fisiológicos e verbais dos participantes. A tecnologia já foi testada em "Let Love" (2023) e trouxe insights valiosos sobre dinâmicas de atração.

Se a aposta funcionar, podemos esperar ainda mais experimentações, como formatos de “matchmaking” ao estilo de aplicativos de relacionamento, mas com a curtição de uma narrativa televisiva. O que parece certo é que, para o público brasileiro, a mistura de drama familiar e romance continuará a ser um prato quente nas noites de streaming.

  • Data de estreia: 30/04/2025 (00:01 BRT)
  • Plataforma: Globoplay (Grupo Globo)
  • Local de gravação: Mansão em Itapecerica da Serra (SP)
  • Investimento total: R$ 42,7 milhões
  • Próximos lançamentos: "Terceira Metade" (Q3 2025) e "Túnel do Amor" S4 (agosto 2025)

Perguntas Frequentes

Como funciona a dinâmica de participação dos filhos no programa?

Os filhos se inscrevem secretamente nos perfis dos pais e, a partir da sala de controle, recebem informações sobre as interações dos concorrentes. Eles dão conselhos via fones, criam provas e podem até bloquear encontros, tudo monitorado por 78 câmeras.

Qual o público‑alvo da série?

A Globo mira os 38,7 milhões de brasileiros solteiros entre 30 e 55 anos, que representam cerca de 28 % da população adulta, buscando mantê‑los engajados com conteúdo de romance e relacionamento.

Quanto a produção custou e como esse valor se compara a outros realities?

O reality recebeu investimento de R$ 42,7 milhões, sendo R$ 18,3 milhões apenas para a construção da mansão. Esse montante supera o gasto médio de R$ 30 milhões em realities como "De Férias com o Ex" da mesma rede.

Quais são os próximos projetos da Globoplay na mesma linha?

Em 2025, a emissora lança "Terceira Metade", com a atriz Deborah Secco, que vai explorar relacionamentos poliamorosos, e a quarta temporada de "Túnel do Amor", comandada por Ana Clara Lima Contreras, que retornará em agosto.

Como a tecnologia da sala de controle influencia o programa?

Desenvolvida pela TecnoGlobo, a sala de controle usa análise de sentimentos em tempo real, monitorando 147 indicadores fisiológicos e verbais. Isso permite que os filhos ajustem suas intervenções conforme o humor e stress dos pais.

4 Comentários

Leandro Augusto
Leandro Augusto
outubro 15, 2025 At 01:48

É inadmissível que a Globoplay continue a diluir o conceito de entretenimento ao transformar a intimidade familiar em espetáculo barato. O investimento de R$ 42,7 milhões demonstra claramente que o objetivo é lucrar a qualquer custo, ignorando o respeito que os pais merecem. A exposição de vulnerabilidades em uma mansão luxuosa não é inovação, mas sim exploração sensacionalista. Ainda mais escandaloso é o fato de que os filhos controlam as interações, criando uma dinâmica artificial e manipuladora. Não podemos aceitar que o público seja tratado como cobaia de um experimento social barato. A estratégia de capturar o público solteiro entre 30 e 55 anos parece mais um golpe de marketing do que um conteúdo culturalmente relevante. A tecnologia de análise de sentimentos, embora avançada, serve apenas para intensificar a invasão de privacidade. Em suma, este reality é uma afronta à dignidade humana e deveria ser condenado por todos os críticos sérios.

Jémima PRUDENT-ARNAUD
Jémima PRUDENT-ARNAUD
outubro 26, 2025 At 15:35

Se alguém ainda duvida da superficialidade desse programa, basta observar a fórmula repetitiva já utilizada em “De Férias com o Ex”. O que se apresenta como inovação é, na verdade, mais do mesmo, apenas rebatizado com nomes pomposos. A pretensão de criar empatia entre pais e filhos ignora a realidade de que tudo não passa de entretenimento barato. O investimento de dezenas de milhões é apenas um disfarce para aumentar a base de assinantes, sem oferecer conteúdo substancial. Portanto, quem compra a narrativa deve reconhecer que está sendo manipulado por estratégias de mercado disfarçadas de sociologia.

Isa Santos
Isa Santos
novembro 7, 2025 At 05:21

eu acho q a gente tem q olhar pra isso com calma porque parece q tá tudo muito exagerado, mas na real tem uns momentos q são bem sinceros? o fato de os filhos controlarem tudo pode parecer invasivo mas tbm abre porta pra reconciliação, viu? parece que a Globo tá tentando fazer de tudo um drama, e isso pode cansar a galera depois de tanto reality. acho que tem um lado humano que vale a pena observar, e quem sabe até aprender algo sobre comunicação famíliar. no final das contas, cada um pode extrair algo, mesmo que seja só entretenimento.

Jéssica Nunes
Jéssica Nunes
novembro 18, 2025 At 19:08

É alarmante perceber como os executivos da Globo manipulam a psicologia dos participantes sob o pretexto de entretenimento. A presença de 78 câmeras em cada canto da mansão cria um ambiente de vigilância que beira o totalitarismo doméstico. Não é por acaso que a sala de controle utiliza análise de sentimentos em tempo real, um instrumento que pode ser usado para fins ainda mais obscuros. A marginalização da privacidade parental evidencia um desrespeito profundo pelos direitos individuais, que deveria ser alvo de denúncia. Além disso, a estratégia de segmentar o público solteiro entre 30 e 55 anos revela uma tentativa deliberada de controlar comportamentos de consumo. Essa combinação de tecnologia invasiva e exploração emocional sugere um plano sistemático de controle social. Devemos nos perguntar até onde a Globo está disposta a ir para manter a audiência. Somente uma fiscalização rigorosa pode impedir que tais experimentos continuem indefinidamente.

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